Suspeitas de irregularidades envolvem militares, uma companhia da Espanha e um lobista

PSOL cobra explicações sobre contrato do governo com empresa espanhola.

O PSOL protocolou na quarta-feira (8) Requerimento de Informações ao Ministério da Defesa, cobrando explicações sobre irregularidades no contrato firmado entre o Exército Brasileiro e a Empresa espanhola Tecnobit para a entrega de simulador de apoio de fogo, fato que envolve o general Antonio Hamilton Martins Mourão, pré-candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro.

Segundo reportagem divulgada pelo El País, as irregularidades começaram no processo licitatório, em 2010, e continuaram ao longo do desenvolvimento do projeto, com sucessivos atrasos e falhas no cumprimento de etapas. O jornal entrevistou o coronel da reserva Rubens Pierrotti Junior, à época supervisor operacional do Simulador de Apoio de Fogo (SAFO) – destinado a projetar cenários e missões virtuais para treinamentos de militares a custos mais enxutos.

Conforme a matéria, a Tecnobit recebeu um total de oito reprovações do corpo técnico do Exército. Em 2012, o general Mourão passou a participar da coordenação do projeto. Dois anos depois, apesar das falhas de detalhamento técnico e operacional e do atraso na entrega protótipo e ter recebido quase 5 milhões de euros pela conclusão da segunda fase, Mourão assinou um certificado de que a empresa havia terminado seu trabalho – mesmo com mais um parecer negativo de Pierrotti, do fiscal do contrato e de outros militares envolvidos no projeto.

No Requerimento de Informações, o PSOL faz questionamentos sobre a licitação, os prazos, o cronograma de pagamento e detalhamento do projeto e solicita cópias dos pareceres técnicos e fiscal.

 

Leia a íntegra do RI

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2182724

 

Leia a reportagem do El País

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/04/27/politica/1524850092_104085.html

 

Foto: Exército Brasileiro (incluída na reportagem do El País).

 

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