Conselho aprova continuidade do processo contra Lúcio Vieira Lima

Protocolada pelo PSOL, representação trata dos R$ 51 milhões encontrados na Bahia a apropriação de salários de funcionários.

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar aprovou na terça-feira (10) a continuidade do processo para perda de mandato do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), a partir de representação protocolada pelo PSOL e Rede, em dezembro do ano passado.

O processo contra Lúcio Vieira Lima, investigado pela Polícia Federal por crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e peculato, foi o mais debatido. O parecer foi aprovado por 12 votos a 2.

O relator, deputado Hiran Gonçalves (PP-RR), mudou seu voto para acatar toda a representação. Inicialmente, ele queria analisar apenas a possível apropriação indevida por Lúcio Vieira Lima de parte dos salários de servidores de seu gabinete.

Mas foi convencido a analisar também a denúncia por lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso do bunker recheado de dinheiro encontrado em Salvador, na Bahia, seu estado, onde foram encontrados R$ 51 milhões em espécie. Membro da alta cúpula do PMDB e do governo, Lúcio é irmão de Geddel Vieira Lima, ex-ministro de Temer e está preso no Complexo da Papuda, em Brasília.

O deputado Chico Alencar (RJ) disse que acolher apenas um aspecto limita o escopo da representação. “Uma situação para exemplificar é de um acidente de trânsito em que se considera apenas os danos à lataria e ignora-se os feridos”, argumentou. “Este não é um processo judicial, mas de ética parlamentar. Os fatos da vinculação ao bunker devem ser examinados”, avaliou Chico Alencar.

 

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