Tarcísio Motta representa o Brasil em conferência global inédita sobre transição energética

A 1ª Conferência Internacional sobre Transição dos Combustíveis Fósseis aconteceu entre os dias 24 e 29 de abril em Santa Marta, Colômbia

30 abr 2026, 12:00 Tempo de leitura: 2 minutos, 25 segundos
Tarcísio Motta representa o Brasil em conferência global inédita sobre transição energética

O deputado federal Tarcísio Motta, líder da federação PSOL/Rede na Câmara, já está de volta ao Brasil após participar de um dos encontros internacionais mais relevantes do ano sobre clima e energia. Ele esteve na 1ª Conferência Internacional sobre Transição dos Combustíveis Fósseis, realizada entre os dias 24 e 29 de abril, em Santa Marta, na Colômbia, e foi o único parlamentar brasileiro presente no evento.

Organizada pelos governos da Colômbia e dos Países Baixos, a conferência reuniu representantes de mais de 50 países, além de cientistas, movimentos sociais, povos indígenas e organizações da sociedade civil. O objetivo foi discutir caminhos concretos para enfrentar a crise climática e acelerar a transição energética global.

Durante o encontro, um dos principais pontos em debate foi justamente a construção de um “mapa do caminho” para a superação dos combustíveis fósseis, proposta que o governo brasileiro pretendia levar à COP30, em Belém, mas que não avançou como esperado nas negociações.

Ao acompanhar presencialmente toda a programação, incluindo debates oficiais, espaços paralelos e arenas de deliberação, Tarcísio retorna ao país com uma leitura direta dos bastidores do evento. Sua participação o coloca como uma das vozes brasileiras mais informadas sobre os impasses geopolíticos, as expectativas internacionais em relação ao Brasil e os desafios centrais da agenda climática global.

Alguns dos principais temas discutidos foram a superação da dependência econômica do petróleo, gás e carvão, a redução de subsídios aos combustíveis fósseis, a expansão de energias limpas com garantia de segurança energética, o encerramento planejado da exploração fóssil, o financiamento da transição diante da dívida pública, a cooperação internacional e a diplomacia climática, além da busca por justiça social para trabalhadores e comunidades impactadas.

Apesar da relevância estratégica do encontro, a presença institucional brasileira foi considerada limitada. Apenas Ana Toni, diretora-executiva da COP30, e Aloísio Lopes Pereira Melo, secretário nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente foram representando o governo brasileiro. A ausência de representantes de maior escalão, como o ministro da pasta, reforçou a percepção de baixa representação do país em um debate central para os rumos da política climática internacional.

Mais do que uma agenda internacional, a participação de Tarcísio Motta marcou a presença brasileira em um fórum inédito e estratégico. De volta ao país, o deputado traz consigo uma visão crítica do cenário global e elementos concretos para qualificar o debate sobre a transição energética e o futuro dos combustíveis fósseis.