Sônia Guajajara debate os cenários políticos de 2026 e alerta para os desafios aos direitos indígenas em seminário nacional

Deputada federal falou sobre o histórico das lutas indígenas e a atual conjuntura política

17 jun 2026, 13:28 Tempo de leitura: 2 minutos, 17 segundos
Sônia Guajajara debate os cenários políticos de 2026 e alerta para os desafios aos direitos indígenas em seminário nacional

A deputada federal Sônia Guajajara participou esta semana do II Seminário Nacional Aldeando o Estado Brasileiro, promovido pelo Ministério dos Povos Indígenas, reunindo representantes de diferentes povos e regiões do país para discutir os desafios e perspectivas da luta indígena nos próximos anos.

Sônia integrou o painel “Brasil 2026: Cenários Políticos e Impactos para os Direitos dos Povos Indígenas”, ao lado do ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena. O debate abordou os possíveis desdobramentos do cenário eleitoral de 2026 e seus reflexos sobre políticas públicas voltadas aos povos indígenas, à proteção dos territórios e ao fortalecimento da democracia brasileira. Sônia defendeu a construção de uma ampla articulação entre lideranças indígenas, movimentos sociais e organizações da sociedade civil para garantir que os direitos assegurados pela Constituição Federal sejam preservados e ampliados.

“Não podemos tratar a política institucional como algo distante dos nossos territórios. Tudo o que acontece no Congresso Nacional impacta diretamente a vida dos nossos povos. Por isso, precisamos continuar ocupando esses espaços e aldear a política”, afirmou Sonia, sobre posicionar a voz dos povos indígenas no centro das decisões governamentais.

A parlamentar também ressaltou que os povos indígenas precisam estar preparados para enfrentar ameaças que seguem presentes no cenário político nacional, como propostas que buscam restringir direitos constitucionais e enfraquecer a proteção dos territórios tradicionais.

O Seminário de Lideranças Indígenas reuniu lideranças, jovens e mulheres indígenas como Angela Kaxuyana, liderança indígena do povo Kahyana e representante da Coiab na Bacia Amazônica, e se consolida como um espaço estratégico de formação, diálogo e preparação para os desafios políticos dos próximos anos.

“O território é nosso corpo, nossa existência. Se a gente não luta pelo território, a gente deixa de viver”, afirmou Ângela.

Nesta edição, o Ministério dos Povos Indígenas apresentou um balanço detalhado de suas principais entregas, reafirmando o compromisso institucional com a implementação de políticas públicas que respeitem a autonomia e a realidade dos territórios. O evento também contou com a participação da Funai e da SESAI – Secretaria Especial de Saúde Indígena – unindo esforços para debater diretrizes que garantam o bem viver e a proteção dos direitos indígenas.

Para Sônia Guajajara, o caminho é claro: “Nunca mais um Brasil sem nós. A defesa dos territórios, da democracia e da vida passa necessariamente pela presença indígena nos espaços de poder.”