Professora Luciene apresenta notícia-crime na PGR contra senador que atacou a ministra Marina Silva

"Vontade de enforcar": senador não se retratou e afirmou que não se arrepende da declaração

21 mar 2025, 10:58 Tempo de leitura: 1 minuto, 47 segundos
Professora Luciene apresenta notícia-crime na PGR contra senador que atacou a ministra Marina Silva

A deputada federal Luciene Cavalcante apresentou uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República contra o senador Plínio Valério.

Ele fez uma grave incitação à violência contra a ministra Marina Silva. O episódio ocorreu durante um evento da Fecomércio no Amazonas, onde, em um momento de discurso, o senador afirmou que sentiu vontade de “enforcar” a ministra ao relembrar sua participação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs.

Abre aspas para o absurdo: “imagina vocês o que é ficar com a Marina 6 horas e 10 minutos sem ter vontade de enforcá-la?”. O mais escandaloso, é que mesmo após a repercussão negativa de suas palavras, o senador não se retratou e afirmou que não se arrepende da declaração.

A deputada Professora Luciene classifica a fala de Plínio Valério como um ato de violência política de gênero, pois, além de desrespeitar a ministra, ataca a dignidade e integridade de uma mulher em uma posição de poder público. “A declaração não apenas atenta contra a ministra como autoridade, mas também incita um ambiente de violência contra mulheres na política, perpetuando a cultura da misoginia no cenário político brasileiro”, afirma.

Em sua notícia-crime, a Professora Luciene argumenta que a conduta do senador configura crime conforme tipificado pela Lei nº 13.825/2019. A deputada também cita o artigo 5º da Constituição Federal, que garante a igualdade de direitos e a proteção à dignidade da pessoa humana, além do Código Penal, mais especificamente o artigo 146, que pune a incitação à violência.

Além disso, a deputada pediu à PGR que, dada a gravidade dos fatos e a evidência de violência política de gênero, seja dispensado o inquérito e que o senador Plínio Valério seja imediatamente denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Esse tipo de declaração deve ser tratada com rigor, dado o impacto que têm na integridade física e moral da ministra e na construção de um ambiente político mais respeitoso”, determina.