Partido NOVO quer cassar toda bancada do PSOL na Câmara
Representação poderá avançar no Conselho de Ética na semana do esforço concentrado
25 ago 2026, 08:07 Tempo de leitura: 1 minuto, 57 segundos
O líder da bancada do PSOL, Tarcísio Motta, protocolou, na última sexta-feira (21), uma defesa prévia ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra a representação feita pelo Novo, que acusa 12 deputados do PSOL de conduta incompatível com o decoro parlamentar. A denúncia do NOVO teve como motivo o fato de os parlamentares do PSOL terem denunciado à Procuradoria-Geral da República (PGR) o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo vídeo em que convocava populares para uma vigília por seu pai, Jair Bolsonaro, em novembro de 2025, momentos antes do ex-presidente violar sua tornozeleira eletrônica. O relator da representação no Coética, deputado Ricardo Maia, deverá apresentar seu parecer nos próximos dias,definindo os próximos passos do processo.
O vídeo publicado por Flávio, à época, alvo da denúncia dos parlamentares do PSOL, foi justamente um dos motivos para a decretação, pelo STF, da prisão preventiva de Jair Messias Bolsonaro ante o risco à efetividade da prisão domiciliar.
A defesa prévia da bancada do PSOL ressalta que os parlamentares agiram no exercício regular da função fiscalizadora de seus mandatos, com base em fatos públicos e decisões STF. Na peça é destacado o trecho da decisão do STF que motivou a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, enfatizando que o vídeo publicado por Flávio foi um dos fundamentos para essa medida.
A bancada do PSOL quer a nulidade da autuação e o arquivamento da representação por ausência de justa causa, além da garantia do direito ao contraditório e à ampla defesa caso o processo avance.
“Essa representação é esdrúxula, vazia de fundamentação, pura retaliação do NOVO em defesa da família Bolsonaro. Podem entrar com representações, ataques e tentativas de intimidação. Nós seguiremos fazendo o que sempre fizemos: trabalhando, enfrentando golpistas, defendendo a democracia e cobrando que todos respondam por seus atos dentro da lei. É lamentável se utilizar do expediente do Conselho de Ética como perseguição política contra parlamentares que apenas cumpriram o dever de fiscalização que a Constituição e o Código de Ética determinam”, ressaltou Tarcísio Motta, líder da bancada do PSOL na Câmara.
Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados