Fernanda Melchionna articula reunião com ministro Alexandre de Moraes sobre constitucionalidade da Lei de Igualdade Salarial

Legislação tem sido contestada por entidades patronais. “Querem desidratar uma lei que tenta sanar essa dívida histórica com as mulheres. Não é aceitável", afirma Fernanda

29 abr 2026, 18:26 Tempo de leitura: 1 minuto, 30 segundos
Fernanda Melchionna articula reunião com ministro Alexandre de Moraes sobre constitucionalidade da Lei de Igualdade Salarial

A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) articulou  uma reunião estratégica, que vai ocorrer nesta quarta-feira (29/04), com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para tratar da constitucionalidade da Lei de Igualdade Salarial entre Mulheres e Homens (Lei 14.611/2023), que atualmente é alvo de questionamentos jurídicos na Corte. A reunião vai contar com a presença da secretária Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados,  Joana Célia dos Passos, representando o Ministério das Mulheres, além de demais parlamentares.

​Fernanda, uma das principais vozes em defesa dos direitos das mulheres e dos trabalhadores no Congresso Nacional, buscou o diálogo institucional para reforçar a importância da manutenção integral da lei. A legislação prevê mecanismos para que empresas com mais de 100 funcionários garantam a transparência salarial e estabeleçam critérios remuneratórios iguais para funções equivalentes, independentemente de gênero.

​A Lei, no entanto, tem sido contestada por entidades patronais e partidos neoliberais, que alegam que a divulgação de relatórios de transparência poderia ferir a livre iniciativa e a proteção de dados. Alexandre de Moraes é o relator das ações que questionam a constitucionalidade e o julgamento está marcado para o dia 6 de maio.

“O relatório da igualdade salarial e o plano de ação previstos na lei para serem adotados pelas empresas são os instrumentos que fazem a lei realmente ser efetivada. O Ministério do Trabalho recentemente divulgou dados que mostram que a desigualdade salarial aumentou no  Brasil nos últimos anos. Enquanto isso, sindicatos patronais querem desidratar uma lei que tenta sanar essa dívida histórica com as mulheres. Não é aceitável”, argumenta a deputada federal Fernanda Melchionna.

foto: Kayo Magalhães / CD