“Deputados” fantasmas ?!? (por Chico Alencar)

É um absurdo que figuras como Eduardo Cunha e Valdemar Costa Neto tenham a prerrogativa de representantes eleitos na Câmara - que não são - na indicação de uso de emendas parlamentares

16 jul 2026, 14:53 Tempo de leitura: 1 minuto, 1 segundo
“Deputados” fantasmas ?!? (por Chico Alencar)

Os notórios Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha podem ser “caciques” no PL e no Republicanos, respectivamente, mas não são mais deputados.

Assim, NÃO PODEM indicar emendas parlamentares através de parlamentares subalternos. Ou dar orientação de pagamento dessas emendas a funcionários da Câmara. Isso é promiscuidade, desvirtuamento, “gravíssimo desvio de finalidade” – como define, a partir de fortes provas, o ministro Flávio Dino, do STF.

Hugo Motta, presidente da Câmara, defende essas operações milionárias, continuidade do Orçamento Secreto. Não em nosso nome!!!

“Criminalizar a política” não é combater essas negociatas, implementadas com deputados “fantasmas” e “laranjas”. Crime é fazê-las, de forma ilegal e obscura, com evidentes intuitos eleitoreiros e pessoais.

Toda emenda parlamentar impositiva vem de recursos públicos. Não são propriedade do parlamentar, muito menos de quem não é.

Devem voltar ao povo, em políticas públicas ou iniciativas de interesse popular e social, de forma transparente, com rastreabilidade. Nunca como meio de formar “currais eleitorais”, de autoelogio ou vantagens pessoais.

As emendas parlamentares, em valores crescentes, têm sido, frequentemente, fonte de corrupção. É urgente barrar esses desvios e punir os que os praticam!