Deputada Professora Luciene garante apoio do ministro da Saúde para impedir demolição do instituto Adolfo Lutz
"O Instituto é um patrimônio de todo o Brasil, com produção pesquisa e ciência”
9 jul 2026, 14:33 Tempo de leitura: 2 minutos, 12 segundos
A deputada federal Professora Luciene Cavalcante ampliou a mobilização em defesa da preservação integral do Instituto Adolfo Lutz e garantiu um importante apoio do Governo Federal para impedir qualquer iniciativa de demolição do complexo.
Em audiência com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a parlamentar recebeu a confirmação de que qualquer intervenção desse tipo depende de autorização da pasta e que o Ministério da Saúde não concorda com a demolição do Instituto.
A reunião é mais um desdobramento da atuação de Luciene e do Coletivo Educação em 1º Lugar, formado também pelo deputado estadual Carlos Giannazi e pelo vereador Celso Giannazi. O mandato vem denunciando a ameaça ao complexo e cobrando transparência do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sobre os planos para a área.
Como resultado dessa mobilização, foi instaurada uma representação no Ministério Público do Estado de São Paulo, que já concedeu prazo para que o governo estadual apresente esclarecimentos e torne públicos os estudos e planejamentos relacionados ao futuro do Instituto.
Durante a audiência, o ministro Alexandre Padilha assegurou que qualquer plano de demolição de prédios do Instituto Adolfo Lutz precisa da autorização do Ministério da Saúde e afirmou que a pasta não apoia qualquer hipótese que represente a destruição do complexo. Segundo Luciene, o compromisso do ministério é buscar alternativas que permitam ampliar a rede de saúde sem comprometer um dos mais importantes patrimônios científicos do país.
“O Instituto Adolfo Lutz é um patrimônio de todo o Brasil. Ele faz pesquisa, produz ciência e realiza atividades que só ele desenvolve. Não temos como abrir mão desse patrimônio”, afirmou a deputada.
Luciene ressaltou que reconhece a necessidade de ampliar a capacidade de atendimento da saúde pública, mas defende que isso seja feito preservando instituições estratégicas para a pesquisa e a vigilância sanitária.
“O Estado de São Paulo precisa de mais leitos, precisa de um hospital inteligente, mas isso não pode significar a perda de um patrimônio científico, de pesquisa e de segurança sanitária”, destacou.
Além da atuação junto ao Ministério Público e ao Ministério da Saúde, a deputada confirmou que a mobilização seguirá em outras instâncias. Uma audiência já está marcada no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo para acompanhar o caso e cobrar transparência das decisões do governo estadual.