Deputada Prof. Luciene pede título de cidadão brasileiro para Bad Bunny por sua representatividade contra opressão ao povo latino 

"É uma proposta suprapartidária, a celebração de um artista que representa a força da cultura latina é também uma celebração de nossa própria identidade", afirma a parlamentar

11 fev 2026, 16:59 Tempo de leitura: 1 minuto, 41 segundos
Deputada Prof. Luciene pede título de cidadão brasileiro para Bad Bunny por sua representatividade contra opressão ao povo latino 

O cantor porto-riquenho Bad Bunny fez o mundo parar durante a transmissão de seu show no Super Bowl. A apresentação desafiou o governo estadunidense, que age de forma violenta e intolerante contra imigrantes. O feito coroou sua já relevante trajetória como artista e ativista pela América Latina.

Dentro de um contexto histórico tão marcante, a deputada federal Prof. Luciene Cavalcante (SP) protocolou um pedido para que a Câmara dos Deputados conceda o título de cidadão brasileiro ao cantor porto-riquenho.

“É uma proposta suprapartidária com grandes chances de ser aprovada por sua importância nesse contexto histórico em que vivemos. Para o Brasil, a homenagem a Bad Bunny representa um ato de reconhecimento e de aproximação. Vivemos em um continente plural, e a celebração de um artista que representa a força da cultura latina é também uma celebração de nossa própria identidade”, afirma Luciene.

Para a deputada, Bunny usa o seu espaço e poder de comunicação para representar a defesa da união de todo o continente americano, a luta contra violações de direitos internacionais, de direitos humanos e de ataques imperialistas.

“A contribuição de Bunny transcende o entretenimento”, reforça o documento entregue pela deputada. Antes do icônico show nos Estados Unidos, Bunny já agia de forma ativista contra os ataques do governo Trump ao povo latino. Além das letras de suas músicas falarem sobre a realidade do povo porto-riquenho, que vive sob a sombra do imperialismo americano, o artista excluiu os Estados Unidos de sua turnê mundial no ano passado. Para além do boicote, havia o receio de que o ICE (polícia anti-imigração americana) utilizasse os locais de apresentação para ações policiais coordenadas contra o público latino. 

“Como um dos maiores expoentes da música latina contemporânea, ele projeta a identidade, a língua e as expressões culturais latino-americanas em uma escala sem precedentes”, conclui a deputada.