Contra o rastro das tragédias: Duda Salabert aciona o Governo Federal para transformar alertas científicos em proteção real aos municípios
“O papel do Estado é agir antes do desastre, transformando alertas em planejamento, coordenação e proteção para as comunidades mais vulneráveis”
3 jun 2026, 11:22 Tempo de leitura: 1 minuto, 34 segundos
A deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) protocolou uma Indicação ao Presidente da República e à Casa Civil solicitando a instalação imediata de uma Sala Interministerial de Coordenação e Ação Antecipatória para o ciclo climático 2026-2027. A proposta surge diante dos alertas emitidos por órgãos técnicos federais sobre a elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño nos próximos meses e do aumento do risco de eventos climáticos extremos em diferentes regiões do país.
A iniciativa prevê a articulação entre ministérios, órgãos de monitoramento e sistemas de proteção e defesa civil para atualizar mensalmente os cenários de risco, definir municípios prioritários e coordenar ações preventivas. Entre as ameaças monitoradas estão enchentes, secas prolongadas, ondas de calor, incêndios florestais, deslizamentos e outros eventos capazes de gerar impactos severos sobre a população, a infraestrutura e os serviços públicos.
Para Duda Salabert, o Brasil precisa superar a cultura de responder às tragédias apenas depois que elas acontecem. “Os dados científicos já indicam um cenário de atenção para os próximos meses. O papel do Estado é agir antes do desastre, transformando alertas em planejamento, coordenação e proteção para as comunidades mais vulneráveis. Não podemos continuar contando vítimas para só depois mobilizar recursos”, afirma a parlamentar.
A proposta também fortalece a integração entre União, estados e municípios, amplia a comunicação de risco à população e incentiva ações de preparação em escolas, serviços de saúde e defesas civis. Segundo a deputada, investir em prevenção é a forma mais eficiente de salvar vidas, reduzir prejuízos econômicos e preparar o país para uma realidade climática cada vez mais extrema.
Foto: Kayo Magalhães / CD