Chico Alencar denuncia manobra no Conselho de Ética para atrasar processos contra deputados por motim
A representação foi apresentada pela Mesa Diretora em setembro de 2025 e aponta a atuação dos parlamentares como lideranças do movimento que resultou na ocupação da Mesa
19 mar 2026, 17:17 Tempo de leitura: 1 minuto, 32 segundos
Na reunião desta terça-feira (17), o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados adiou a análise dos pareceres das representações contra os deputados Marcos Pollon (PL), Zé Trovão (PL) e Marcel Van Hattem (NOVO). Os processos tratam da participação dos parlamentares na ocupação da Mesa Diretora da Casa, em agosto de 2025, episódio que paralisou os trabalhos legislativos por dois dias.
O adiamento ocorreu após a aprovação de um requerimento de retirada de pauta apresentado pelo deputado Sargento Gonçalves (PL-RN). O deputado Chico Alencar foi o único membro do colegiado a se posicionar contra a medida.
Na reunião, Chico Alencar se manifestou: “Se se alega que o que aconteceu não foi relevante, não houve dolo, não prejudicou os trabalhos legislativos, por que se quer protelar? É claro que o pedido de retirada de pauta é protelatório”.
A representação foi apresentada pela Mesa Diretora em setembro de 2025 e aponta a atuação dos parlamentares como lideranças do movimento que resultou na ocupação da Mesa. Para Chico Alencar, a decisão do colegiado configura uma manobra para impedir o avanço dos processos. “Foi uma manobra inaceitável. A maioria dos membros decidiu retirar os casos de pauta”, criticou.
O parlamentar também destacou que o requerimento foi feito sem qualquer justificativa ou argumentação por parte dos proponentes. “Defendi sozinho o óbvio: que o processo fosse concluído. O mínimo que se espera de um Conselho de Ética é que cumpra seu papel. Nem isso está acontecendo neste caso”, completou.
Sem nova data definida, o processo segue fora da pauta. O presidente do Conselho de Ética, deputado Fabio Schiochet (União-SC), informou que a próxima reunião será convocada em “momento oportuno”.
Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados