Deputado Pastor Henrique Vieira solicita acesso à investigação sobre morte de soldado do Exército

O parlamentar protocolou ofício à 3ª Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar requisitando informações sobre o Inquérito Policial Militar que apura as circunstâncias do falecimento do soldado Hugo Leonardo Lopes

23 jul 2026, 19:12 Tempo de leitura: 2 minutos, 30 segundos
Deputado Pastor Henrique Vieira solicita acesso à investigação sobre morte de soldado do Exército

O deputado federal Pastor Henrique Vieira (RJ) protocolou, na quinta-feira (23.07), um ofício à 3ª Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar solicitando informações sobre o andamento do Inquérito Policial Militar (IPM) que apura as circunstâncias da morte do recruta Hugo Leonardo Ribeiro Lopes, da Escola de Instrução Especializada do Exército. O IPM foi instaurado em março de 2026, há quatro meses, após requerimento apresentado pelo próprio parlamentar.

Entre os pedidos encaminhados estão informações atualizadas sobre a fase em que se encontra o inquérito, a confirmação de eventual remessa dos autos ao Ministério Público Militar para designação do procurador responsável pelo caso e a habilitação do gabinete parlamentar para consulta às peças de acesso público.

Para Vieira, após quatro meses da instauração do IPM, é fundamental que a investigação avance com transparência e que as instituições prestem informações sobre o andamento do caso. “Toda morte sob responsabilidade do Estado exige uma investigação célere, independente e transparente. É dever das instituições esclarecer os fatos, identificar eventuais responsabilidades e garantir respostas à sociedade e, sobretudo, aos familiares da vítima”, afirma o deputado.

O parlamentar ressalta que o acompanhamento institucional do caso busca fortalecer o controle democrático sobre a atuação do Estado e contribuir para que todas as circunstâncias da morte sejam devidamente esclarecidas

Relembre o caso

A família do soldado Hugo Leonardo Ribeiro Lopes, de 19 anos, segue em busca de respostas após a morte do jovem quatro dias depois de ingressar na Escola de Instrução Especializada (EsIE), do Exército Brasileiro, localizada em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Saudável e recém- incorporado, o recruta morreu em março deste ano após passar mal durante atividades na unidade militar. A causa da morte permanece indeterminada.

Os parentes afirmam que não entenderam como o quadro de saúde do jovem se deteriorou tão rapidamente e pediram à Polícia Civil a realização de uma nova autópsia. O pedido, porém, foi negado sob a alegação de que o caso está sob jurisdição militar. Enquanto isso, a instituição militar informou que medidas administrativas estão em andamento para apurar as circunstâncias da morte.

A família, no entanto, contesta a versão do Exército de que teria oferecido apoio aos parentes. Eles afirmam que não receberam qualquer contato oficial desde o ocorrido.

Segundo o Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx), o soldado relatou indisposição ainda na manhã de sexta-feira (7.03). Ele foi atendido inicialmente na enfermaria da EsIE e, em seguida, encaminhado ao Hospital Geral do Rio de Janeiro, na Vila Militar, onde recebeu atendimento médico e medicação. Após retornar à unidade e permanecer em observação, Hugo voltou a sentir-se mal no período da tarde. Ele foi levado novamente ao hospital, mas não resistiu.