Chico Alencar preside audiência pública sobre justiça climática, racismo ambiental e cidades resilientes
Encontro reuniu parlamentares, especialistas, representantes da sociedade civil e movimentos sociais para discutir caminhos para tornar as cidades mais resilientes e enfrentar as desigualdades socioambientais
2 jul 2026, 13:30 Tempo de leitura: 2 minutos, 8 segundos
O deputado Chico Alencar (RJ) presidiu, na terça-feira (30.06) a audiência pública Justiça Climática, Racismo Ambiental e Cidades Resilientes, promovida pela Frente Parlamentar Mista Ambientalista. A iniciativa foi requerida pela deputada Talíria Petrone (RJ) e organizada em parceria pelos Grupos de Trabalho de Clima, Racismo Ambiental, Questões Urbanas e Resíduos Sólidos, juntamente com o Observatório do Clima, o Instituto de Direito Coletivo e o Geledés.
O encontro reuniu parlamentares, especialistas, representantes da sociedade civil e movimentos sociais para discutir caminhos para tornar as cidades mais resilientes, enfrentar as desigualdades socioambientais e fortalecer políticas públicas que coloquem a justiça climática no centro das decisões.
Chico Alencar destacou a urgência de respostas estruturantes para os desafios impostos pelas mudanças do clima. “Precisamos de planos de mitigação e adaptação das cidades à altura da emergência que vivemos. Planos que enfrentem o racismo ambiental, protejam os territórios mais vulnerabilizados e garantam justiça climática de verdade”, afirmou.
Representando o Geledés, Mariana Belmont ressaltou que políticas de emergência e de justiça climática precisam incorporar, de forma central, os recortes de raça e gênero. “O racismo ambiental é resultado de escolhas institucionais que fazem com que os impactos e os riscos ambientais recaiam de forma desproporcional sobre a população negra, periférica e de baixa renda”, destacou.
Na discussão sobre adaptação das cidades, Adriana Pinheiro, do Observatório do Clima, defendeu que o risco climático passe a orientar todas as políticas públicas de maneira integrada. “Em vez de perguntar como adaptar a política climática às cidades, devemos incorporar o risco climático a todas as decisões que envolvem habitação, saneamento, saúde, mobilidade, educação, Defesa Civil e planejamento urbano”, explicou.
Mariana de Paula, do Instituto Decodifica, enfatizou a necessidade de reconhecer as populações dos territórios mais afetados como produtoras de conhecimento e protagonistas das soluções para a crise climática. “Por isso, trabalhamos para enfrentar a invisibilidade dos dados sobre populações que, historicamente, estão sub-representadas na política pública e fortalecer a capacidade dos territórios de produzir evidências que orientem essas políticas”, complementou.
Chico Alencar reforçou a importância de espaços de debate qualificado para orientar o trabalho legislativo e a formulação de respostas à crise climática. “Persistir nesse caminho é naturalizar a morte, aprofundar desigualdades e acelerar nossa própria extinção”, concluiu.