PSOL-Rede pede cassação de Flávio Bolsonaro por esquema milionário ligado ao Banco Master
Federação protocolou representação no Conselho de Ética do Senado
14 maio 2026, 19:50 Tempo de leitura: 2 minutos, 19 segundos
A Federação PSOL-Rede protocolou, no Conselho de Ética do Senado, uma representação que pede a cassação do mandato do senador Flávio Bolsonaro (PL) por quebra de decoro parlamentar. A ação baseia-se em denúncias de que o parlamentar utilizou seu cargo público para negociar um financiamento milionário destinado a um filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.
O pedido baseia-se em mensagens e áudios divulgados pelo portal The Intercept Brasil. O material revela tratativas diretas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o financiamento do documentário “Dark Horse”. Vorcaro está preso e é alvo de investigações por fraudes no sistema financeiro, e os contatos ocorreram inclusive às vésperas de operações policiais envolvendo o empresário.
A peça é assinada pela presidenta nacional do PSOL, Paula Coradi, e pelo porta-voz da Rede, Paulo Roberto Lamac Junior, e também tem como signatários os deputados das bancadas federais das duas legendas. A federação argumenta que o senador transformou o mandato em um “balcão de negócios” privado, gerando grave violação ética e abuso de prerrogativas parlamentares.
Além da perda do cargo, o documento exige:
– Adoção imediata de medidas investigativas pelo Conselho de Ética.
– Compartilhamento das informações com o Supremo Tribunal Federal (STF).
– Coordenação dos fatos com a Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master.
A representação aguarda agora a instauração do procedimento no Conselho de Ética do Senado, que deverá avaliar a admissibilidade da denúncia antes de enviá-la para a votação do plenário da Casa.
“Estamos falando de uma engrenagem que mistura poder político, relações familiares e suspeitas gravíssimas de crimes financeiros. Não é aceitável que a família Bolsonaro trate o Estado brasileiro como extensão dos seus negócios privados. A PGR e a Polícia Federal precisam investigar com rigor cada movimentação revelada”, afirmou o líder da bancada do PSOL na Câmara, deputado Tarcísio Motta (RJ).
Além do Coética do Senado, parlamentares do PSOL acionam PGR, MP, PF e pede CPMI
A bancada também acionou coletivamente a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal para abertura de inquérito criminal para investigar possível articulação envolvendo repasses milionários ligados à família Bolsonaro. Outras iniciativas individuais dos parlamentares da bancada do PSOL foram feitas no âmbito do Supremo Tribunal Federal, para apuração de foro por prerrogativa de função; no Ministério Público; além de um pedido de CPMI para investigar o Banco Master – que já obteve o número de assinaturas para sua abertura desde 4/5.