Talíria Petrone denuncia Flávio Bolsonaro na PGR e pede investigação da Polícia Federal

Ação foi em conjunto com deputada Sonia Guajajara, após reportagem revelar senador pedindo R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro

14 maio 2026, 16:44 Tempo de leitura: 1 minuto, 48 segundos
Talíria Petrone denuncia Flávio Bolsonaro na PGR e pede investigação da Polícia Federal

As deputadas Talíria Petrone (RJ) e Sonia Guajajara (SP) protocolaram uma denúncia contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) na Procuradoria-Geral da República (PGR) e pediu à Polícia Federal que investigue o parlamentar pelos crimes de corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro relacionados a recebimento de dinheiro do Banco Master.

Na última quarta-feira (13/5), o site do “The Intercept Brasil” divulgou áudios de conversas privadas entre Flávio e Daniel Vorcaro, do Banco Master, em que o parlamentar pede R$ 134 milhões para um filme em produção sobre Jair Bolsonaro. As fraudes do Master constituem um dos maiores escândalos financeiros de corrupção no Brasil nos últimos anos.

Segundo a denúncia, “é fundamental destacar que a aproximação de um parlamentar do Congresso Nacional com o banqueiro que está preso e sendo investigado pelo crime que pode ser uma das maiores fraudes financeiras do nosso país é o tipo de conduta que se faz necessária uma análise cautelosa”, justificando a abertura de investigação para que os princípios da transparência, licitude e imparcialidade na atuação legislativa sejam preservados.

“A conversa é um escândalo e ela mostra o desrespeito de Flávio Bolsonaro pela vida pública e pelo povo brasileiro. A submissão dele a um banqueiro envolvido em um dos maiores escândalos de corrupção do país diz muito sobre as relações da família Bolsonaro com rachadinha, com milícias e com todo tipo de esquema envolvendo dinheiro público”, afirma Talíria.

Uma das suspeitas da Polícia Federal, segundo fontes de alguns jornais, é que recursos ligados a Daniel Vorcaro foram usados para financiar despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, onde ele vive desde fevereiro de 2025.

Uma reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” desta quinta-feira (14) afirma que os recursos teriam sido transferidos a um fundo sediado no Texas, nos EUA, por uma empresa chamada Entre Investimentos e Participações. O objetivo era bancar o filme “Dark Horse” (que significa “azarão”), que trata da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Foto:Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados