Com relatoria de Célia Xakriabá, Senado aprova criação da Universidade Federal Indígena
Criação da instituição representa um marco na luta dos povos indígenas pelo acesso à educação pública construída a partir de seus próprios saberes, territórios e modos de vida
7 maio 2026, 18:32 Tempo de leitura: 1 minuto, 44 segundos
O Senado Federal aprovou o projeto que cria a Universidade Federal Indígena, uma iniciativa considerada histórica para o fortalecimento da educação superior indígena no Brasil. A proposta, relatada pela deputada federal Célia Xakriabá, agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A criação da universidade representa um marco na luta dos povos indígenas pelo acesso à educação pública construída a partir de seus próprios saberes, territórios e modos de vida. A proposta reconhece a importância de uma formação acadêmica conectada às realidades dos povos originários e comprometida com a valorização das epistemologias indígenas.
Ao longo da tramitação, Célia Xakriabá (MG) defendeu a necessidade de ampliar o acesso à educação superior sem apagar as identidades culturais e os conhecimentos tradicionais dos povos indígenas. Para a parlamentar, a aprovação do projeto simboliza uma conquista coletiva construída a partir de décadas de mobilização indígena em defesa do direito à educação.
“Não é apenas a criação de uma universidade, mas o reconhecimento de que os povos indígenas têm o direito de construir ciência e educação a partir de suas próprias epistemologias”, destacou a deputada.
A proposta busca fortalecer políticas de permanência estudantil, formação intercultural e produção de conhecimento comprometida com os territórios, a diversidade linguística e a proteção dos saberes ancestrais.
Segundo a deputada, a universidade representa também uma resposta histórica à exclusão educacional enfrentada pelos povos indígenas no país. “Estamos falando de uma educação que nasce dos territórios, da memória, da ancestralidade e da luta dos nossos povos por dignidade e futuro”, afirmou.
A aprovação no Senado é celebrada por lideranças indígenas, estudantes e movimentos sociais como um avanço histórico na democratização do ensino superior e na construção de uma educação pública mais plural, inclusiva e conectada à diversidade dos povos do Brasil.