Ação liderada por deputada Professora Luciene quer barrar documentário de extrema-direita que ataca a Educação

A ação surge como resposta à indignação de pais, educadores e da comunidade escolar, que dizem não ter sido informados sobre o conteúdo do documentário

23 abr 2026, 17:54 Tempo de leitura: 2 minutos, 7 segundos
Ação liderada por deputada Professora Luciene quer barrar documentário de extrema-direita que ataca a Educação

Uma ação liderada pela deputada Professora Luciene Cavalcante criou uma mobilização para barrar a exibição do documentário “Pedagogia do Abandono”, produzido pela produtora de conteúdos de extrema-direita Brasil Paralelo, após a revelação de que as gravações aconteceram dentro de uma creche da rede municipal de São Paulo.

A iniciativa reúne também o deputado estadual Carlos Giannazi e o vereador Celso Giannazi, que protocolaram uma representação no Ministério Público de São Paulo questionando a autorização dada pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) para as filmagens na Emei Patrícia Galvão, no centro da capital.

A ação surge como resposta à indignação de pais, educadores e da comunidade escolar, que dizem não ter sido informados sobre o conteúdo do documentário. A produção afirma que escolas de educação infantil promoveriam “ideologia de gênero” e critica o papel do Estado na educação, o que aumentou ainda mais a reação de quem vive o dia a dia da unidade.

À frente da mobilização, a deputada Professora Luciene Cavalcante destacou a importância de proteger o ambiente escolar e garantir transparência em decisões que envolvem crianças. No documento enviado ao Ministério Público, os parlamentares apontam indícios de omissão de informações no processo de autorização das filmagens e defendem que a comunidade tem o direito de saber previamente como sua imagem será utilizada.

“A ausência de informação não pode ser tratada como um simples desencontro. Há elementos que indicam que houve ocultação para evitar a reação das famílias e educadores”, afirma a deputada.

Além de pedir a suspensão da exibição do documentário, o coletivo Educação em 1º Lugar solicita acesso integral ao processo administrativo que autorizou as filmagens, incluindo todos os critérios adotados pela prefeitura. O objetivo é garantir que os direitos das crianças, das famílias e dos profissionais da educação sejam respeitados.

A gestão municipal afirmou que seguiu procedimentos padrão ao autorizar as filmagens e que não analisa o conteúdo das produções, atribuindo aos responsáveis a verificação de aspectos legais, como o uso de imagem de menores.

Para a deputada e o coletivo, no entanto, o caso vai além de uma questão burocrática e levanta um debate importante sobre a proteção das escolas públicas e o respeito à comunidade escolar.