Fernanda Melchionna participa do primeiro Congresso Parlamentar da Global Sumud

Evento reuniu lideranças políticas de todos os continentes para apoiar Flotilla e denunciar genocídio contra o povo palestino

23 abr 2026, 16:06 Tempo de leitura: 1 minuto, 48 segundos
Fernanda Melchionna participa do primeiro Congresso Parlamentar da Global Sumud

Enquanto a Global Sumud Flotilla navega em direção à Faixa de Gaza para romper o cerco ilegal de Israel, a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) participou do Congresso Parlmanetar da Global Sumud, realizado do dia 22 de abril, em Bruxelas, Bélgica. O Congresso reuniu lideranças políticas e governamentais de todos os continentes para debater formas de apoio à Flotilla, de denúncia do genocídio contra o povo palestino e de pressão aos governos do mundo para que rompam relações com Israel.

Em sua intervenção, Fernanda destacou a perspectiva da América Latina, cuja história é marcada pelo enfrentamento ao colonialismo e ao imperialismo, e do engajamento dos brasileiros, que integraram a Flotilla no ano passado, como a presidente do PSOL-RS Gabi Tolotti, e que seguem com a Flotilla nesta nova missão. Além disso, pontuou o papel fundamental da missão na luta contra o genocídio, não só por tentar romper o cerco ilegal de Israel, mas por ampliar o debate público sobre o tema e a pressão sobre os governos de inúmeros países.

“É preciso entender a causa palestina como uma bússola moral. A Faixa de Gaza é a maior prisão a céu aberto do mundo controlada por um estado genocida que mata crianças, que criou uma lei que determina pena de morte para presos políticos palestinos, entre outras atrocidades. É uma barbárie e o mundo não pode estar inerte diante dela. Nós seguimos firmes na solidariedade à Flotilla e na pressão para que o governo Lula rompa relações diplomáticas e comerciais com Israel”, destacou Fernanda.

O Congresso elaborou a Declaração de Bruxelas, destacando a necessidade humanitaria imediata de ajuda à Palestina e como um posicionamento político histórico. A declaração destaca três pontos principais: o direito do povo palestino de acessar livremente seu território e de receber ajuda básica; o direito do povo palestino de auto determinação, de liderar sua própria reconstrução e de lutar por justiça; e a garantia de que não haja impunidade para os crimes cometidos contra a Palestina.