Fim da jornada 6 x 1: Agora vai! (Por Chico Alencar)
"A regulamentação estabelecerá prazos e gradações, reconhecendo as diferenças entre um empreendimento familiar e grandes corporações. Mas o princípio é inegociável, quem trabalha terá o sábado e o domingo - ou dias equivalentes - para descansar e movimentar a economia da cultura e do lazer"
16 abr 2026, 17:09 Tempo de leitura: 1 minuto, 28 segundos
Apesar da resistência dos parlamentares ligados ao patronato mais retrógrado, a proposta de extinção da escala de trabalho 6×1 avança com força na Câmara dos Deputados.
A iniciativa se fortaleceu institucionalmente com o envio do Projeto de Lei referente ao tema pelo presidente Lula, que garante duas folgas semanais e jornada de 40 horas. Isso significa mais tempo para a família, para o lazer, para a VIDA ALÉM DO TRABALHO. Como se diz no mundo jurídico: “o que abunda não prejudica”. Além das duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs): uma encabeçada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) com o apoio de toda a bancada do partido, e outra pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
O regime de urgência pedido pelo Executivo impõe a votação da proposta em 45 dias, sob pena de trancamento da pauta. Até o fim de maio – Mês do Trabalhador – o fim da jornada 6×1 pode estar aprovado na Câmara, sem redução salarial. A condição, porém, é pressão popular nas ruas e nas redes.
A regulamentação estabelecerá prazos e gradações, reconhecendo as diferenças entre um empreendimento familiar e grandes corporações. Mas o princípio é inegociável, quem trabalha terá o sábado e o domingo – ou dias equivalentes – para descansar e movimentar a economia da cultura e do lazer. O século XXI e seus avanços tecnológicos e sociais assim determinam.
Ainda há, no Congresso Nacional, uma poderosa bancada inimiga do povo. Mas a mobilização popular em torno do fim da escala 6 X 1 garantirá sua vitória!
Entre o alto ganho de uns poucos e a melhoria da qualidade de vida de muitos, qual a sua escolha?