Tarcísio Motta articula reunião no MEC e cobra respostas institucionais após feminicídios no Cefet do Rio de Janeiro

O deputado do PSOL defendeu a construção de um plano nacional de enfrentamento ao assédio e à misoginia no âmbito da Rede Federal de Educação, com desdobramentos em planos locais

18 dez 2025, 10:51 Tempo de leitura: 2 minutos, 29 segundos
Tarcísio Motta articula reunião no MEC e cobra respostas institucionais após feminicídios no Cefet do Rio de Janeiro

O deputado federal Tarcísio Motta (RJ) articulou e liderou uma agenda no Ministério da Educação (MEC) para tratar dos feminicídios das servidoras Allane de Souza Pedrotti Mattos e Layse Costa Pinheiro, ocorridos em 28 de novembro de 2025 no campus Maracanã do Cefet – RJ. A reunião foi realizada na terça-feira (16.12), com as secretarias de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), e teve como objetivo cobrar respostas políticas e institucionais diante da gravidade do crime.

A iniciativa partiu do mandato de Tarcísio Motta e foi construída a partir de uma reunião com a comunidade escolar do Cefet – RJ, que reuniu representantes de professores, técnicos e estudantes. O encaminhamento foi posteriormente encampado por outros parlamentares, entre eles o deputado federal Chico Alencar (RJ), que participou do encontro no MEC.

Também estiveram presentes representantes das entidades docentes e sindicais: Valena Ramos, professora de Sociologia da instituição, campus Maracanã, membro do Nugeds e conselheira da Associação dos Docentes do Cefet – RJ (ADCEFET-RJ); Rômulo Castro, professor de Sociologia e presidente da ADCEFET-RJ; Fernanda Vieira, secretária-geral do Andes – SN; e Gabriel Cordeiro, 1º tesoureiro da Regional Rio de Janeiro do Andes – SN, além de representantes do próprio MEC.

Durante a reunião, Tarcísio Motta destacou que um crime bárbaro como o ocorrido exigia respostas estruturais e duradouras. “Defendemos a necessidade de acolhimento imediato e continuado da comunidade escolar, com oferta de atendimento psicossocial, canais permanentes de diálogo com professores, técnicos e estudantes, e a garantia de condições para que a instituição possa se reconstruir após a tragédia”, afirmou.

O parlamentar também defendeu a construção de um plano nacional de enfrentamento ao assédio e à misoginia no âmbito da Rede Federal de Educação, com desdobramentos em planos locais, adequados à realidade de cada instituto federal. “Nossa proposta incluiu o fortalecimento da rede de núcleos responsáveis pela promoção da igualdade de gênero e de raça em todas as unidades, como estratégia de conscientização e de implementação de políticas efetivas de enfrentamento ao assédio, à misoginia, ao racismo e à LGBTfobia”, ressaltou.

Ao final da reunião, Tarcísio avaliou que houve sinalização positiva por parte do MEC quanto ao encaminhamento das propostas apresentadas. “A expectativa é de que tanto o acolhimento da comunidade escolar quanto a estrutura necessária para a reconstrução do Cefet – RJ sejam garantidos em breve, com respeito às vítimas, às famílias e a toda a comunidade educacional”, concluiu.

O mandato seguirá acompanhando os desdobramentos e cobrando a implementação das medidas discutidas, reforçando que o enfrentamento à violência de gênero nas instituições públicas exige compromisso político, ações estruturais e escuta permanente da comunidade escolar.

Foto: Div. / Mandato Tarcísio Motta