“Julgados, condenados e presos!”, afirma Talíria Petrone em ato no Rio de Janeiro contra PL da Dosimetria para golpistas
Protestos em todo o Brasil ocorreram dois meses e meio depois de a população ir às ruas contra anistia e blindagem
16 dez 2025, 18:06 Tempo de leitura: 2 minutos, 56 segundos
A deputada federal Talíria Petrone (RJ) participou no domingo (14.12) do ato “Sem Anistia – Congresso inimigo do povo”, em Copacabana, no Rio de Janeiro. A mobilização popular retornou às ruas em todas as capitais brasileiras e diversas cidades do país depois de a Câmara dos Deputados aprovar o Projeto de Lei da Dosimetria para que o ex-presidente Jair Bolsonaro e os militares julgados e condenados pela tentativa de golpe do 8 de janeiro tenham suas penas reduzidas.
Em Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense, o ato reuniu parlamentares do PSOL, PT, PCdoB, da Rede e do PSB, além de artistas e atrações musicais como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Emicida, Duda Beat, Xamã, entre outros.
Em cima do carro de som, Talíria foi aplaudida ao afirmar que a tarde era de celebração porque aquela multidão que foi às ruas em todo o Brasil tem a verdadeira cara do Congresso Nacional.
“Essa turma aqui é a cara do Congresso Nacional que o povo precisa e merece. Para aqueles que têm tentado impor derrotas ao povo brasileiro, nós respondemos que amamos o Brasil porque quem ama o Brasil cuida do povo brasileiro. Não há como cuidar do Brasil sem cuidar do nosso maior patrimônio, que é a nossa democracia”, disse a parlamentar.
A líder da bancada do PSOL na Câmara Federal falou de uma democracia frágil e incompleta, com muitas conquistas para serem concretizadas, mas ainda assim uma democracia conquistada pela luta.
“Nossa democracia ainda é frágil, incompleta, nunca chegou plenamente para o povo preto, para as favelas, muitas vezes para as mulheres, para o povo pobre, mas essa democracia está de pé porque muita gente lutou. O recado que as ruas têm dado ao Congresso Nacional é que seguiremos organizados para manter a nossa democracia de pé”, avaliou a parlamentar.
Talíria lembrou de episódios críticos recentes que se converteram em vitórias da esquerda e do povo, como a tentativa de cassação do mandato do deputado federal Glauber Braga (PSOL/RJ) e da retirada, na véspera dos atos pelo Brasil, de sua escolta, já que sofre ameaças de morte há mais de cinco anos.
“Tentaram cassar nosso companheiro Glauber e Glauber ficou; tentaram aprovar a blindagem de deputado bandido e a blindagem caiu porque o povo se organizou; tentaram tirar minha proteção, mas a proteção ficou; tentaram quando aprovamos a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil fazer com que aqueles do andar de cima não pagassem e que o povo pagasse a conta, mas foi o andar de cima que pagou. Eles sabem que a força do povo é o nosso maior bem”, comemorou a deputada, sob aplausos.
A líder do PSOL disse que o Brasil vive um momento histórico por não repetir a impunidade com os militares que torturaram e mataram no período da ditadura.
“Estamos vivendo um momento histórico: pela primeira vez militares da alta cúpula e um ex-presidente que ousou exaltar [o militar torturador Brilhante Ustra] em plenário estão condenados e presos. Foram julgados, condenados e presos! Julgados, condenados e presos! Isso mostra a força do povo, a força da democracia brasileira que, ainda que seja incompleta, está aqui de pé. Nós temos muitas lutas para que o sonho de um Brasil justo seja um sonho conquistado”, reforçou Talíria.