Votações 8 a 10 de outubro

E os assalariados, mais pobres continuam pagando a conta mais pesada da austeridade econômica imposta pelo governo federal.

E os assalariados, mais pobres continuam pagando a conta mais pesada da austeridade econômica imposta pelo governo federal.

Em sessão deliberativa do Congresso Nacional, senadores e deputados rejeitaram a proposta de reajuste do salário mínimo acima da inflação para 2020. Destaque do PT objetivava incluir na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) uma valorização do salário mínimo, hoje em R$ 998. O destaque teve 202 votos não e 156 sim.

“É lamentável. Essa Casa (o Congresso Nacional) perdeu a oportunidade de que brasileiras e brasileiros tivessem reajuste real. É lamentável que o governo Bolsonaro trabalhe para quem está no topo da pirâmide e esqueça de quem está na base, os mais pobres”, afirmou o líder do PSOL, deputado Ivan Valente (SP).

“Uma política de fortalecimento do salário mínimo é um mecanismo de distribuição de renda, redução da pobreza e justiça social”, destacou a deputada Luiza Erundina (SP).

Para 2020, o salário mínimo será de R$ 1.039.

A bancada do PSOL votou favorável à proposta. Veja como votaram os parlamentares:

https://www.camara.leg.br/internet/votacao/mostraVotacao.asp?ideVotacao=9180&numLegislatura=56&codCasa=4&numSessaoLegislativa=1&indTipoSessaoLegislativa=O&numSessao=20&indTipoSessao=E&tipo=uf

 

Eleições

Também foi votado o Projeto de Lei 5029/2019 (antigo PL 11021/18), que altera a legislação eleitoral.

Destaque do PSOL propôs a exclusão de artigo que retira do limite de gastos de campanha a contratação de advogados e contadores. Para a bancada, esse texto significava falta de transparência, já que os pagamentos podem ser ilimitados, dando brechas para constituição de caixa dois. A proposta do PSOL foi rejeitada.

 

Laranjal do PSL

No plenário, o líder do PSOL, Ivan valente, afirmou que a denúncia do Ministério Público sobre o esquema de candidaturas em Minas Gerais confirma o desvio de dinheiro pras campanhas de Jair Bolsonaro e de Álvaro Antônio. “Esta campanha de caixa 2 elegeu muita gente, fraudou as eleições e envolveu diretamente Bolsonaro”.

“O “isento” Sérgio Moro sai em defesa sem pudor, como militante bolsonarista, repassando informações a Bolsonaro. O ministro da Justiça admite que violou o sigilo das investigações”. Ivan Valente.

“O Tribunal Superior Eleitoral precisa aprofundar as investigações sobre o desvio de dinheiro pras campanhas de Jair Bolsonaro e de Álvaro Antônio (ministro do Turismo) em Minas Gerais”. Ivan Valente

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