OEA exige que Estado brasileiro zele pela vida de Jean Wyllys

OEA exige que Estado brasileiro zele pela vida de Jean Wyllys

Agora todas as instâncias e autoridades responsáveis - Presidência da República, Presidência da Câmara dos Deputados, Ministério da Segurança Pública, Ministério da Justiça e Polícia Federal – estão oficialmente cientes do risco à vida do deputado federal Jean Wyllys (RJ). Ele recebeu comunicado da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmando que concedeu a ele medidas cautelares exigindo que o Estado brasileiro zele por sua vida.

O documento de concessão de medidas cautelares surge por conta das inúmeras ameaças de morte geradas por conta da agenda de defesa de direitos humanos da população LGBTQI que é constitutiva do mandato do deputado, e que se agravaram em três momentos muitos específicos de atuação de Jean Wyllys, a saber: a denúncia do golpe na votação do impeachment de Dilma Rousseff, a execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, e as eleições presidenciais de 2018.

 

Da coluna da Monica Bergamo – publicado em 28 de novembro de 2018.

EM RISCO 
O pedido foi feito por ele em outubro, com relatos de ameaças de morte. A CIDH considerou que o parlamentar se encontra em uma situação de gravidade e urgência, “posto que seus direitos à vida e à integridade pessoal estão em grave risco”.

É POUCO 
No documento, a CIDH diz que “valora” providências tomadas pelo Estado, mas que elas não seriam suficientes. Cita, por exemplo, que a Câmara dos Deputados cedeu carro blindado ao parlamentar, mas que a medida só teria continuidade se o próprio Wyllys pagasse por ele.

OLHAR 
“Com isso, a comunidade internacional lança um novo olhar sobre uma situação que vinha sendo ignorada ou minimizada por uns e estimulada por outros”, afirma Wyllys.

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