Ex-presidente da Petrobras pode ter provocado perda de mais R$ 40 bilhões na estatal

PSOL protocola representação contra Pedro Parente na CVM.

O PSOL protocolou, nesta quinta-feira 21, representação contra Pedro Parente na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Parente pediu demissão da presidência da Petrobras para assumir o comando da Brasil Foods numa sexta-feira, durante o funcionamento da Bolsa de Valores.

O anúncio do seu desligamento, no dia 1º de junho, antes que se encerrassem as negociações da Bolsa pode ter causado a queda de 15% das ações e uma perda de R$ 40, 9 bilhões para a estatal e, por outro lado, alta de 9% nas ações da BR Foods e valorização das ações em poucas horas.

Para o PSOL, a atitude de Pedro Parente – presidente da Petrobras, uma sociedade de economia mista – refletiu a “falta de zelo, de sensatez e de habilidade técnica. O comportamento negligente, imprudente e imperito, que provocou danos ao regular funcionamento dos mercados”.

O ato de demissão apresentado durante o funcionamento da B3 traz indícios de oportunismo vulgar, pois visava favorecimento pessoal e de outra companhia com estreia vinculação com o Sr. Pedro Parente, motivo pelo qual os fatos anteriormente narrados mostram a relação direta entre a queda das ações da Petrobras e a alta das ações da BRF Brasil Foods S/A, ambas com violação ao princípio da boa-fé”, argumenta o partido na representação.

Parente, na avaliação do PSOL, descumpriu pelo menos três artigos da Lei nº 6.404, de 1976 – Lei das S/A, e a Instrução Normativa 590, da CVM.

Na próxima semana, o PSOL protocola representação contra Pedro Parente na Procuradoria Geral da República (PGR).

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