Processo contra Jean Wyllys é arquivado no Conselho de Ética

“As pessoas querem punir um deputado que não é antiético”, avaliou o relator.

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara arquivou por 8 votos a 3 o processo contra o deputado Jean Wyllys (RJ), no início da noite de ontem, 2 de maio.

A representação foi protocolada pelo PR sob a acusação de apologia ao uso de drogas e perversão sexual. Na verdade, em entrevista em outubro de 2017, para o canal no YouTube da jornalista Leda Nagle, Jean respondeu à seguinte pergunta: quais seriam as 3 coisas que faria se o mundo fosse acabar amanhã. O deputado disse que pediria perdão às pessoas que teria magoado, usaria drogas que nunca teria experimentado e faria sexo com quem sentisse vontade.

Para o relator, deputado Júlio Delgado (PSB-MG), não há fato contra a ética parlamentar, pois as declarações do deputado foram feitas em uma entrevista, em tom de brincadeira. “As pessoas querem punir um deputado que não é antiético, não desonra o parlamento”, defendeu.

Na opinião do líder do PSOL, deputado Ivan Valente (SP), a representação é um reflexo da necessidade de punição e da lógica preconceituosa. “Temos de ter o senso do ridículo como parlamentares. Deveríamos tratar a imunidade parlamentar com a grandeza que ela merece”, afirmou.

 

Com informações da Agência Câmara.

Foto: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados.

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